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Queijarias e pequenas agroindústrias de lácteos do RS pedem socorro

Atualizado: 10 de mai.

Por meio de um formulário divulgado entre as pequenas agroindústrias de lácteos e disponível no site da AGL já temos uma dimensão parcial fornecida até o momento por 35 empreendimentos da situação vivida:

Foto: Carlos Fabal - AFB


* 50% perderam lavouras/ pastagens;

* 25% perderam leite e/ou produtos;

* 15% tiveram danos nas instalações e equipamentos;

* 10% perderam vacas;

* 100% estão prejudicados com danos logísticos, seja no recebimento de insumos e matéria prima e/ou no escoamento da produção;

* 90% perderam compras de clientes pessoas jurídica;

* 90% perderam compras de clientes pessoa física direta;

* 80% foram impactados pelo cancelamento ou suspensão de feiras;

* 10% foram impactados pelo cancelamento da entrega de produtos via PNAE (merenda escolar), cidades que foram inundadas, com escolas fechadas ou destruídas;

* 40% estimam perder entre 50 a 70% do faturamento entre Maio e Julho;

* 20% estimam perder acima de 70% do faturamento entre Maio e Julho;


"Os impactos de comercialização atingem diretamente 100% das agroindústrias, distribuídas em todas as regiões do Estado. Neste momento em que vivemos a catástrofe, os grandes mercados são o foco da população para abastecimento alimentar ou ainda as doações de mantimentos, que são destinadas para famílias mais atingidas ou desalojadas. A grande maioria das agroindústrias familiares depende de feiras, restaurantes, empórios, hotéis, vendas digitais para consumidor direto ou de compras institucionais pelo poder público. No entanto, este comércio está brutalmente afetado e muitas dessas agroindústrias podem ir à falência em curto espaço de tempo, considerando ainda que a produção dos animais leiteiros não é possível de ser interrompida e nem ser adiada."

Danilo Gomes -Diretor técnico da AGL


Alguns relatos da situação e das perdas:


“Estou desesperada. Pois temos financiamentos a vencer esse ano e todas as feiras foram canceladas. E Gramado está sem turista. Não sei o que fazer. Todos os meus clientes estão afetados, nós praticamente vivemos do turismo e feiras. E está tudo cancelado e turismo não tem e nem previsão de voltar. Aqui em Gramado se fala em fechamento de vários hoteis até novembro. Além disso perdemos 10 hectares de milho seco” - Produtora de Gramado


“Estamos sem acesso aos nossos principais compradores, todas feiras foram canceladas e já não tenho mais espaço para armazenar queijo. Talvez tenha que paralisar a produção.” - Produtor da Barra do Quaraí


“Perdi 15 hectare de soja, cobertura dos animais caiu, cercas derrubadas, 01 terneiro morto, 2 açudes estourados” - Produtora de Eldorado do Sul


“ Estimo perder cerca de 5000 clientes em feiras totalizando 20.000 unidades de doce de leite e 10.000 litros de leite pasteurizado , e uns 8000 litros de leite produzidos a menos por falta de entrega de ração, água e luz - Produtor de Estrela


“ Perdi 15 clientes CNPJ, que deixarão de comercializar em torno de R$25.000,00 por mês” - Produtor de Nova Petrópolis



“Deixaremos de comercializar cerca de R$400.000,00 até o dia 15/05, podendo se estender além (feira do mel rosca e nata, feira colonial do núcleo de casas enxaimel, feira da AGL, cancelamento de compras/pedidos mercado público porto alegre, impossibilidade de entregas em POA, Gramado, caxias do sul)” - Produtor de Ivoti

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